TÍLIA  – Ana Bola

Tem 60 anos e está separada de Arnaldo há 7 anos. Cartomante. Uma mulher com um passado escondido de todos. Tem tanto de boa, como de agarrada ao dinheiro. Tem o seu génio que sobressai em, particular, em três ocasiões muito especiais: quando lhe tentam ir ao bolso, não admite falta de pontualidade e não tem paciência para gente que só reclama da vida. Afinal para reclamar está ali ela, embora não o admita. Tem uma empregada que reúne alguns destes defeitos e que tira Tília do sério. No entanto Tília decide continuar a mantê-la, por acreditar que faz parte do seu próprio processo evolutivo. É a sua penitência em vida! Afinal, ela sabe que tem algumas penitências a cumprir neste plano! As duas passam a vida a discutir sobre tudo e sobre nada, o que torna as discussões no mínimo hilariantes. Desde miúda que sabe que tem algo que a diferencia. Até perceber que essa sua diferença era um dom (ou talvez uma provação), a vida trouxe lhe alguns dissabores. Só quando aceitou a sua diferença, passou a viver para ela em busca da sua própria redenção. Não só deita as cartas, como tem premonições quer com eventos, quer com pessoas. Premonições essas que descreve detalhadamente num caderno secreto. É uma solitária rodeada de gente. Gente essa que nega que a consulta, mas que Tília ajuda sem pedir nada em troca. Guarda o maior de todos os segredos desta Rua.

Arnaldo – José Pedro Gomes

Na casa dos 60. Ex-companheiro de Tília. Um homem das ciências. Embora se tenham separado, é o melhor amigo de Tília e seu confidente. O desgosto do filho que perdeu com Tília no parto dela marcou-lhe a vida… Continua a amá-la, mas nunca conseguiu aceitar a perda de ambos, o que o endureceu. Aprendeu, a custo e com algum humor, a conviver com o dom e modo de vida de Tília. Mas foi esta a desculpa que ele encontrou para se separar: não conseguir viver naquela loucura que é a vida de cartomante de Tília. Depois de separados fizeram um pacto de amizade e para isso decidiram nunca falar sobre cartomancia. Nem sobre o bebé que perderam! Falam sobre tudo, em particular sobre o Benfica, a grande paixão de ambos, mas nunca sobre tarot. Ao contrário de Tília, é um homem frio, pouco dado a carinhos, mas com excelente sentido de humor. Diverte-se imenso a apreciar o estado de nervos em que Rosa consegue deixar Tília. Embora há anos não falem sobre o trabalho de Tília, será ele o seu grande aliado, ao longo da trama, a ajudar a descobrir onde está e quem roubou o caderno de Tília. Afinal, há lá segredos que nem ele quer ver desvendados.

Jasmim – Eduardo Madeira

Na casa dos 40, sobrinho de Tília. Bonacheirão, aquela típica boa pessoa, mas meio desajeitado. Gosta genuinamente de Tília e encontra nela o amor maternal, que perdeu aos 3 anos. O pai morreu num acidente, ainda ele estava na barriga da mãe. É o único homem da Rua com nome de flor, coisa que o irrita solenemente porque acha que coloca em causa a sua masculinidade perante os outros, mas era o último grande desejo de sua mãe, irmã de Tília. Viveu toda a vida a achar-se diferente, mas sempre achou que isso advinha do bullying por ser órfão de pai e mãe! É o padeiro da pastelaria, mas só sabe fazer pão. Um tipo de pão. Vai lá 2 horas de madrugada e dá o seu dia de trabalho por concluído. Faz questão que todos os dias o primeiro pão da fornada seja o que vai entregar à tia Tília. Aproveita a entrega diária para ver Rosa, por quem tem uma relação de amor-ódio. Amor porque é apaixonado por ela e ódio porque não é correspondido e não percebe porquê. Mas só ele… É um apaixonado por futebol e acha que poderia ter dado um bom treinador se a vida o tivesse permitido. Aliás, ele é tão bom que é com quem o treinador da equipa (que Jasmim acha que faria muito melhor que ele) fala sobre táticas e jogos.

Rosa – Matilde Breyner

Na casa dos 40, totalmente descerebrada, solteira e meio desbocada. Vive e trabalha em casa de Tília, trabalho que herdou da sua falecida mãe, pessoa por quem Tília tinha elevada estima e a quem prometeu não deixar Rosa desamparada. Detesta o que faz, preguiçosa no serviço, embora ande sempre a fazer de conta que se farta de trabalhar e por isso se queixe imenso. Aguenta aquele trabalho porque acredita que só assim atingirá o seu sonho: ser uma cartomante famosa e rica. Não percebe rigorosamente nada sobre o ofício que almeja ter, mas acredita que tem um dom natural. Tenta escutar atrás das portas e assim tentar aprender com Tília, coisa que obviamente não consegue. Convence as amigas, também elas domésticas da rua, que é uma cartomante de mão cheia e passa a vida a tentar ler-lhes as cartas (um baralho convencional) com que anda sempre. Obviamente que nunca acerta em nada. Não demonstra sentir nada por Jasmim, até porque se acha muito melhor que ele, mas também não lho diz diretamente, vai mantendo-o em banho-maria e nunca se compromete. Não sabe se gosta ou não de Tília, tem dias. De preferência aqueles em que Tília se resigna e desiste de a fazer cumprir horários e fazer minimamente bem o seu trabalho.

Tavares – Almeno Gonçalves

Na casa dos 60, viúvo. O vilão da rua, dono de todos os imóveis onde estão as lojas. Avarento, só pensa em aumentar rendas e ninguém lhe fale em obras de melhoramento nos imóveis. O lema dele é que a chuva só entra nas lojas quando há chuva, portanto é queixarem-se ao São Pedro. Odeia de morte o engenheiro Pedrosa que, na opinião dele, só lá vai para lhe tentar sacar dinheiro com obras totalmente desnecessárias. Ao dia 1, corre todas as lojas e ai de um inquilino que não tenha o envelope com dinheiro pronto. Sim, dinheiro que ele não põe nem um cêntimo nos bancos, que sabe bem que os bancos são todos uns comedores. Dono do quiosque, sítio onde passa grande parte do tempo a infernizar Margarida que só o aguenta e suporta porque é pai de Fábio Filipe, o seu grande amor.

Fábio Filipe – David Carreira

Na casa dos vinte e muitos, filho de Tavares e ator de profissão. Saiu cedo de casa para estudar. O miúdo enfezado e tímido, que estudou na primária com Margarida e Dália, tornou se um ator de sucesso, um homem bonito, galã e até, um pouco, convencido. Vai à rua com alguma frequência, não porque sinta saudades do local, mas porque vive lá o seu pai, que insiste em continuar a viver ali e sozinho. Faz disparar o coração de muitas miúdas novas a quem ele vai galanteando sem grande interesse. Na verdade, Fábio interessa-se, em segredo, por mulheres mais maduras, mas com as quais é incapaz de vencer a timidez e insegurança. Quem sofre em silêncio por Fábio Filipe é Margarida que, desde sempre e muito antes de ele ser famoso, é apaixonada por ele e vive um romance imaginário com ele. Fábio Filipe que só a vê como a ex colega de escola e a atual empregada do pai não a vê como mulher, para ele é apenas a Margarida.

Margarida – Joana Coelho

Vinte e poucos anos. Doce, delicada, sonhadora. Mas, embora não pareça, é determinada. Sobrinha de Frésia, a dona do café. Além de tia, é uma espécie de mãe. Desabafam as suas dores de amor não correspondido uma à outra, pelo filho e pai respetivamente. Uma eterna romântica, devora romances ao estilo Nicholas Sparks. Apaixonada desde criança por Fábio Filipe, com quem estudou na primária. A vida dos dois separou-se quando ele foi estudar para o conservatório ainda muito jovem. Mais tarde, ainda na adolescência, quando Fábio se torna um ator de sucesso, Margarida leva os dias a suspirar por ele e a sonhar que um dia ele olhe para ela e a enxergue. Coisa que nunca acontece porque quando ele vai visitar o pai vai sempre rodeado de pessoas, ou namoradas ou seguranças. Margarida, no entanto, acredita que um dia as palavras que escreve com tanta emoção chegarão até ele… Se assim não for, encontrará outra solução porque está determinada a que assim seja! Porque, afinal, tal como todos os outros naquela rua todos são mais do que uma coisa só.

Sergei – Pedro Diogo

Na casa dos 50, diz-se nascido no leste, mas ninguém sabe bem onde. Um brutamontes, mas com coração mole. Morre de ciúmes da mulher e passa a vida a controlar quem é que ela atende no salão. Cada homem que lá entra ele passa mal. Diz que era engenheiro lá na terra, mas veio para Portugal em busca de uma vida melhor. Todos estranham como aprendeu a falar português tão bem. Diz que cozinhou com os melhores chefes, mas percebeu que aquilo que realmente faz sentido no mundo da gastronomia é o frango do churrasco. A custo abriu a sua churrasqueira e gaba-se de ter o melhor molho da casa do país. Ganhou fama e dinheiro com a venda de frangos, mas não se sabe onde guarda o dinheiro, nem onde está a fama! Por causa da ciumeira, nunca quis que Violeta trabalhasse na churrasqueira, entram lá muitos homens, então abriu-lhe um salão de cabeleireiro na esperança de a afastar do convívio dos homens. Não lhe correu como queria. A par disso, passa ainda pior com o disparate de dinheiro que a mulher gasta em compras online. Acredita que um dia vai ter um AVC por causa de tantas carrinhas de entregas que passam na rua. Na verdade, já teve um início de enfarte, mas deveu-se à gordura abdominal que tinha antes de perder peso e à quantidade de vodka que bebe ao longo do dia. Adora a filha Magnólia, mas não lhe fale na conversa de futebol que prefere ser pai sem filha do que de uma filha da bola.

Violeta – Sofia Grillo

Na casa dos 50, diz-se nascido no leste, mas ninguém sabe bem onde. Um brutamontes, mas com coração mole. Morre de ciúmes da mulher e passa a vida a controlar quem é que ela atende no salão. Cada homem que lá entra ele passa mal. Diz que era engenheiro lá na terra, mas veio para Portugal em busca de uma vida melhor. Todos estranham como aprendeu a falar português tão bem. Diz que cozinhou com os melhores chefes, mas percebeu que aquilo que realmente faz sentido no mundo da gastronomia é o frango do churrasco. A custo abriu a sua churrasqueira e gaba-se de ter o melhor molho da casa do país. Ganhou fama e dinheiro com a venda de frangos, mas não se sabe onde guarda o dinheiro, nem onde está a fama! Por causa da ciumeira, nunca quis que Violeta trabalhasse na churrasqueira, entram lá muitos homens, então abriu-lhe um salão de cabeleireiro na esperança de a afastar do convívio dos homens. Não lhe correu como queria. A par disso, passa ainda pior com o disparate de dinheiro que a mulher gasta em compras online. Acredita que um dia vai ter um AVC por causa de tantas carrinhas de entregas que passam na rua. Na verdade, já teve um início de enfarte, mas deveu-se à gordura abdominal que tinha antes de perder peso e à quantidade de vodka que bebe ao longo do dia. Adora a filha Magnólia, mas não lhe fale na conversa de futebol que prefere ser pai sem filha do que de uma filha da bola.

Magnólia – Francisca Ribeiro

20 anos, filha de Sergei e Violeta. Trabalha com a mãe no salão e, ao contrário da mãe, é uma cabeleireira de mão cheia. Enquanto toda a rua admira o seu trabalho, Magnólia vive um dilema interior: sonha ser jogadora de futebol profissional, coisa que mataria os seus pais de desgosto. Futebol é assunto proibido lá em casa. A doçura com que a mãe a trata, contrasta com a incompreensão com que é tratada por Sergei, que não gosta sequer de ouvir falar “naquele” assunto, o que causa atritos caseiros entre os três. Para Sergei, futebol é coisa de rapazes frouxos, porque os rijos não andam aos chutos nas bolas. Ela é menina, portanto que se dedique ao salão da mãe. De dia, fala de penteados, cabelos da moda no salão e faz tutoriais para a Internet. À noite, discute futebol e táticas com Futre e Jasmim às escondidas de Sergei.

Angélica – Mafalda Tavares

Na casa dos 30, empregada da churrasqueira. Típica miúda humilde que cresceu no meio de cinco irmãos homens. Embora a aparência doce, é toda despachada, já que não tem medo dos maus modos do patrão. É, talvez, quem melhor conhece Sergei e sabe que debaixo do ar bruto dele há um coração mole e usa isso para lhe fazer alguma chantagem quando precisa de algo. É a melhor amiga de Magnólia e irá desempenhar um papel importante na relação dela com Sergei.

Frésia – Paula Neves

Na casa dos 40, vive sozinha há anos, desde que o marido fugiu à Justiça para o Brasil. Tia de Margarida por quem nutre um carinho maternal e a cumplicidade dos seus desabafos de desamor. Ficou com o negócio falido e cheio de dívidas, mas nunca contou a ninguém a real dimensão. Todos na rua sabem que o ex fugiu, mas não imaginam o inferno em que a deixou. Diz apenas que se reergueu sozinha. Mulher que tem tanto de aguerrida como de sofrida. Não vira a cara à luta, mas sofre as suas lutas interiores, como a solidão que sente mesmo rodeada de gente. Só gosta de programas de daytime e novelas, porque se revê nas tristezas de uns e a vida de outros fazem-na sonhar. Odeia futebol, coisa que proíbe no seu estabelecimento – mas sem sucesso. Odeia Futre, não tem paciência para ele, mas como é o seu melhor cliente tem que o aturar. Sonha um dia, ainda, viver um grande amor, de preferência com Tavares que não percebe que ela é caidinha pelo seu constante mau feitio que Frésia acredita conseguir mudar com o seu amor. Também ela guarda um segredo há vários anos e o seu maior medo é que um dia alguém o descubra!

Estrelícia – Patrícia Tavares

Na casa dos 40. Todos a tratam por Liz. Sócia da empresa de administração de condóminos que administra todos os prédios da rua, menos um: o prédio que está em construção. Mulher despachada, esperta, impaciente e muito direta. Não tem a mínima paciência para aturar os eternos queixumes e reclamações dos clientes. O seu lema de vida é “só oiço por escrito”, lema que adotou com o seu sócio e ainda marido, mas de quem está separada e de relações cortadas. Devido às dívidas e ao crédito hipotecário, não se consegue divorciar, nem separar a sociedade, obrigando-a a não só ter que partilhar a casa, mas também o escritório. Não se falam a não ser por email. Quando se irrita, anda pelo escritório a falar sozinha. Tem ainda a guarda partilhada dos dois gatos que adotou quando ainda não estava separada, e a divisão das despesas dos animais é mais um grande foco de discussão entre ela e Eduardo, seu ainda sócio e marido.

Eduardo – André Nunes

Na casa dos 40, o chamado pacholas, franzino, viciado em jogos online. Sócio e (ainda) marido de Estrelícia. Embora tenha partido dele a ideia de abrir o negócio, nunca foi muito dado a trabalhar. Enquanto Estrelícia angariava clientes para fazer crescer a empresa, Eduardo ficava no escritório a jogar e a perder dinheiro online às escondidas. Para não aturar os clientes, diz que sim a tudo o que pedem e sugerem, mesmo as coisas mais estapafúrdias, o que tira Liz completamente do sério. Foram as dívidas que levaram à separação, mas são essas mesmas dívidas que inviabilizam o divórcio. Há mais de um ano que ele e Liz estão separados, embora continuem a partilhar casa e empresa. Comunicam por email e ele embora pareça um pau-mandado, faz o que lhe apetece pelas costas, geralmente coisas que só pioram a situação de ambos. É o melhor amigo de Fernando, o único que conhece muitos dos seus “podres”.

Futre – Paulo Futre

Paulo Futre, ele próprio é o treinador das camadas jovens de futebol da Rua das Flores, marcando assim o regresso a uma Rua onde ele viveu na sua infância. É um ídolo e uma lenda viva para todos os que vivem nesta Rua, e através dele conheceremos os bastidores do mundo do futebol, bem como histórias inéditas da sua ímpar e brilhante carreira.

Flora – Susana Blazer

Trintona, meia atarantada, dona do negócio da lavandaria. Faz recolhas e entregas das roupas ao domicílio. É tão perita a estragar a roupa, como a trocar as encomendas, mas a culpa nunca é dela. A culpa é dos fabricantes que fazem etiquetas que ninguém entende e dos clientes que mandam a roupa para lavar toda suja. Conhece toda a gente na rua, as suas casas e como vivem. Usa as entregas para entrar na intimidade das casas dos outros e perceber como vivem. Não se lhe conhece marido, embora se saiba que há anos suspira por um tal senhor de fora.

André Joaquim – Flávio Gil

Na casa dos vinte e muitos. Estafeta numa empresa internacional e “estafeta” por conta própria em part-time. Não passa recibos porque não é coletado e já lhe bastam os descontos que faz na empresa. Anda sempre num virote com tantas entregas, em particular as que faz no cabeleireiro. Gaba-se de ser o mais eficiente e rápido estafeta do país e não se nega a entregar nada, afinal o que está dentro dos pacotes não é responsabilidade dele. Faz um part-time no café de Frésia que usa como o seu ponto de entregas do seu negócio de estafeta. Na verdade, ali é uma espécie de estafeta invertido onde são os clientes que apanham as encomendas às escondidas de Frésia. Tem uma paixão assolapada por Magnólia que só vai ao café para poder falar de futebol com Futre, jogo que ele por mais que tente entender para a impressionar não consegue. Tal como todos, também ele esconde um segredo que tenta fazer de conta que não sabe que sabe.

Fernando – Carlos Cunha

Na casa dos 60, divorciado, dono da loja de eletrodomésticos. Usa o mesmo estilo desde sempre e não larga os suspensórios, tradição de família e que ele acredita darem sorte. É padrasto de Dália. Cresceu na carrinha do pai, que era vendedor ambulante de eletrodomésticos. Herdou-lhe o negócio muito jovem e construiu fortuna. Largou a carrinha e abriu uma loja na Rua das Flores. Dessa criou uma cadeia. Homem gingão, pintas e o seu grande calcanhar de Aquiles são as mulheres. Durante anos amealhou mulheres, mas nunca casou até ao dia que conheceu Hortênsia, uma mulher casada e com uma filha bebé que largou o marido para ficar com ele. Depois de casada, passou a fazer-lhe a vida negra, era fria, má e consumista. Na ânsia de a agradar, Fernando foi destruindo a fortuna. Com ela primeiro, e depois com outras mulheres, a quem pagava por carinho. Quando o dinheiro desapareceu, junto com ele, desapareceu Hortênsia, que pediu o divórcio e uma pensão choruda. Hortênsia deixou para trás a filha dela para ele acabar de criar. Fernando tem um grande fraco por Rosa, a quem finge acreditar nas cartas que lhe deita em troco de dinheiro (do pouco que ele vai fazendo com a venda de alguns eletrodomésticos).

Dália – Inês Faria

Vinte e poucos anos, enteada de Fernando e filha de Vera. Um mulherão e sabe que o é. Tem tanto de boazona como de esperta, embora volta e meia lhe dê jeito fazer-se de tonta. Tal como a mãe, herdou-lhe o gosto pelo luxo e pelo dinheiro. Não quis estudar e com a ida da mãe teve que ir trabalhar para a loja do padrasto para ganhar dinheiro. Sonha em ser lifestyle influencer, ou influencer do que aparecer, e usa a loja do Padrasto como se fosse uma passerelle e um palco. Faz demonstrações dos eletrodomésticos como se fosse assistente de plateau de um programa de TV, o que a torna, no mínimo, inusitada. Apesar de tudo, gosta de Fernando, embora goste mais nos dias que o convence a dar-lhe um dinheirinho extra. Diz que nunca mais soube nada da mãe e não a perdoa, mas será que é assim mesmo?!

Constantino – António Melo

Homem nos 50, ex-empregado de mesa e atual dono do Hostel. Casado com Íris. Trambiqueiro, engana os clientes colocando fotos da net a anunciar o seu hostel todo podre. Vende quartos deluxe superior quando na realidade são camaratas partilhadas por residentes habituais. Tem uma admiração enorme pela mulher, que ele acredita que é um talento da hotelaria. Na sua opinião, o único defeito dela é ser “demasiado” séria, coisa que ele se orgulha de também ser, mas desde que isso não o prejudique. O seu lema é “Seriedade sim senhor, desde que não seja a meu desfavor”. O único que o entende é Tavares e juntos formam aliança, não só contra o Engenheiro Pedrosa, que também passa a vida a enviar notificações sobre as condições de habitabilidade para o Hostel, mas para tentar descobrir que construção é aquela ao fundo da rua.

Íris – Julie Sergeant

Na casa dos 40, ex-trabalhadora de house-keeping em hotéis, casada com Constantino. Conheceram-se quando ambos iam de barco trabalhar para Lisboa. Cedo perceberam que fariam uma ótima dupla no amor, no negócio e nas trafulhices. É a rececionista que acha que fala várias línguas, mas para quem até o português é um problema. É quem trata da limpeza do Hostel, no entanto, asseio é algo que ela não conhece. Aliás, era essa sua falta de asseio, mas não só, que a levou a ser demitida de vários hotéis. Obviamente que é a falta de visão dos seus ex-patrões, e são os constantes despedimentos sem justa causa que fazem surgir a ideia de, junto com o marido, abrirem o seu próprio negócio. Acreditam que têm o melhor negócio da rua mas andam em pânico com a construção nova que, para eles, tem todo o ar de ser um hotel. E isso é algo que jamais deixarão acontecer.

Pedrosa – Joaquim Horta

Homem na casa dos trinta e muitos, engenheiro civil na Câmara, altamente profissional e incorruptível. Tem a seu cargo as vistorias e o levantamento de autos sobre todas as irregularidades nas construções da Rua das Flores. É o inimigo número 1 de Tavares que vê nele o seu maior problema em vida, que só existe para lhe passar contraordenações. Por outro lado, a forretice de Tília é outro ponto de conflito no bom desempenho do seu trabalho, porque ela se recusa a fazer obras e reparações. Embora não demonstre, tem um medo que se pela de Tília porque acha que ela lhe vai lançar um feitiço a qualquer momento… Ou ler-lhe os pensamentos, ou qualquer coisa lá daquelas que ela faz… No fundo, só existe para infernizar a vida de todos quantos têm negócios e casas ali com tanta inspeção, vistoria, prazos e multas. Não se lhe conhece família ou namorada e é muito discreto relativamente à sua vida pessoal.

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