Chega então o dia D. A pastora envia uma mensagem anónima para os familiares, David e Artur e combina um encontro na casa da família. Todos estranham a mensagem e o advogado acaba por se pegar com o marido de Teodora, até que Afonso os interrompe: “Isto não é altura para ajustes de contas. A Maria Rita está desaparecida e é preciso perceber o que se passa”, diz. “Mas, para isso, contrata-se um detective e escusamos de estar aqui a perder tempo, não?”, sugere Vera. Carmo concorda e sugere chamar a polícia, mas Honório assegura que já o fez, até que Aldina entra e assegura que há alguém que os quer ver.

Nesse instante surge Maria Rita, com um visual completamente diferente daquele com que sempre se apresentou. “Onde é que tu te meteste, andava toda a gente à tua procura…”, solta David. Serena, mas dura, ela reage: “Não valia a pena. Se eu não apareci antes, foi porque não queria ser encontrada…” Vera provoca-a e pergunta o que é feito da pastorinha, mas a rapariga não se deixa ficar: “Esquece a pastorinha. E tu, David, esquece a parva que acreditava em sapatinhos de Cinderela. Essa foi-se. Fartou-se. Agora estou cá eu. Vim assumir o que é meu. Nesta casa, na empresa e na vida. Eu vim ocupar o meu lugar”, anuncia, provocando o choque geral. “Fui-me embora por minha vontade. Porque nunca me senti bem-vinda nesta casa”, dispara, prosseguindo com as acusações: “A única pessoa que me queria aqui era o meu pai, mas até esse tinha duas caras e eu achei que voltando para a minha terra, tinha lá as pessoas que gostavam de mim”. Nesse instante, Honório tenta agarrá-la, mas ela afasta-o: “Mas estava enganada sobre isso e sobre outras coisas… Sobre os sentimentos das pessoas, também. Parece que, afinal, eles são mais levezinhos do que o vento”, afiança, referindo-se a David, que ainda tenta explicar-se, mas ela cala-o: “Mas só eu tenho culpa, porque vim para aqui com a cabeça cheia de histórias que… Que são só mesmo isso. Historinhas de adormecer. Por isso, resolvi mudar”.

Farta de a ouvir, a mãe de Maria pergunta-lhe o que é que ela quer com todo aquele discurso e a irmã encara-a: “Podes procurar outro saco de pancada para as tuas frustrações. Este já era”. Rodolfo interrompe a conversa, dizendo não perceber porque é que também foi chamado e a rapariga afiança: “É isso mesmo que está a pensar. Quando eu disse que queria ocupar o meu lugar, também estou a falar da fábrica…”. Vera não cala a revolta: “Não, agora é oficial. A pastorinha desvairou, de vez. Achas que a fábrica é tipo o curral das cabras, do teu avô?”, questiona. A irmã corrige-a e insiste: “São ovelhas. E não, não acho nada disso. Sei muito bem que não tenho experiência nem estudos de gestão… Mas espera lá, tu também não tens! Vou ocupar o meu lugar na fábrica. Se isso te incomoda, temos pena!”. Em seguida, prepara-se para ir para a cozinha, mas ainda volta atrás, garantindo: “E já agora, eu tenho muito orgulho em ser pastora. E queijeira. E durante estes meses, até aumentei o negócio. E tu, o que é que fizeste, para além de andares a fingir que és modelo? Eu começo amanhã. E espero que o Rodolfo e o Artur me ajudem a ficar a par de tudo”, atira, deixando todos de queixo caído.

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