José Eduardo Moniz

A TVI está a passar por uma grande revolução nos cargos de direção, desde que passou a perder nas audiências para a concorrente SIC. Recentemente foi divulgado que Felipa Garnel assumiu o cargo de diretora de programas no lugar de Bruno Santos, e a imprensa começou a especular sobre a saída de José Eduardo Moniz da posição de consultor de conteúdos de entretenimento e ficção.

O crónista social brasileiro Flávio Ricco também publicou recentemente que José Eduardo Moniz seria cotado para assumir um cargo no Brasil, no canal Bandeirantes.

Na tarde desta sexta-feira, 26 de julho, José Eduardo Moniz reagiu com um longo texto publicado nas redes sociais. Na mensagem, o comunicador fala sobre o seu percurso na TVI e faz críticas: “Uma amiga minha, com algum sentido de humor, dizia-me, há uns meses, que o trabalho deixado por mim, de herança , na TVI, em 2009, tinha sido de tal maneira sólido e eficaz, que resistira dez anos às investidas da concorrência. Observando as coisas a esta distancia, não posso evitar um sorriso de satisfação. Foi um modelo que resistiu, de facto, dez anos. E mais resisitiria se a sua modernização tivesse ocorrido, ajustando-o a tempos novos.”

José Eduardo Moniz não responde se está ou não fora da TVI, mas afirma: “descansem os detractores e os especuladores de meia tigela: vão ter de levar comigo, quer queiram, quer não queiram. Logo verao como!”

Leia o texto na íntegra:

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Praia Verde. Sol, areia e mar. Bom sítio para recarregar baterias, para ler, para rever amigos, para pensar. Não fossem os paparazzi abelhudos e o ambiente seria perfeito. Se a deformação profissional não trouxesse até mim os jornais, as revistas e as redes sociais, os dias seriam memoráveis. Assim, não é possível desligar do chorrilho de mentiras e de especulações que , nos últimos dias, têm envolvido o meu nome. Costumo dizer, mesmo assim, que é para o lado que durmo melhor. Com a desinformação que por aí reina e com os jogos de bastidores que infectam o meio, o melhor é não ligar. Os cães ladram e a caravana passa. Uma amiga minha, com algum sentido de humor, dizia-me, há uns meses, que o trabalho deixado por mim, de herança , na TVI, em 2009, tinha sido de tal maneira sólido e eficaz, que resistira dez anos às investidas da concorrência. Observando as coisas a esta distancia, não posso evitar um sorriso de satisfação. Foi um modelo que resistiu, de facto, dez anos. E mais resisitiria se a sua modernização tivesse ocorrido, ajustando-o a tempos novos. Aliás, o que se passa no audiovisual portugues é suficientemente preocupante para não fazer qualquer profissional consciente reflectir sobre o presente e o futuro, sobre que caminhos percorrer e sobre o que vale ou não a pena, hoje em dia, tendo em conta as mudanças que as tecnologias precipitam. Não tendo nada para provar a ninguém, nem perante ninguém, nem sequer querendo perder tempo com a estupidez alheia, prefiro que o marfim corra. E continuo a sorrir. Com o conforto de quem sabe o que quer, que só está onde está até lhe apetecer, com a noção de que poderia encontrar-me, há mais de um ano, a trabalhar noutro sítio, tanto cá dentro como lá fora, enfrentando grandes desafios e promovendo transformações importantes, susceptíveis de adicionarem mais marcas às que, com mérito ou sorte, consegui ir deixando, ao longo da minha vida profissional. Portanto, descansem os detractores e os especuladores de meia tigela: vão ter de levar comigo, quer queiram, quer não queiram. Logo verao como ! E viva o sol, o mar e a praia !

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