Depois de três anos a viver no Brasil, onde fez duas novelas, Joana Solnado voltou para o nosso país em 2017 para ser uma das protagonistas de “Paixão (SIC)”. Onze meses passados, visivelmente cansada, afirma: “Há seis anos que não fazia um papel assim. Não posso dizer que sentia falta, mas gosto muito de fazer televisão”. A atriz explica que o facto de a sua Helena ter ganho destaque na segunda temporada acelerou ainda mais o ritmo de trabalho. “Foram meses muito desafiantes e os últimos muito mais intensos”, diz, sublinhando, contudo, que o ambiente que se viveu em estúdio ajudou a aguentar tudo. “Foi bom porque trabalhei com muitos amigos. É mais fácil quando conhecemos as pessoas e temos empatia. Este elenco foi extraordinário e as equipas técnicas também. Trataram-me sempre lindamente e isso trouxe-me alguma leveza. Foi muito mais fácil do que eu pensava que iria ser.” Apesar de Helena ser uma vilã, Joana acredita que ela lhe deu “várias coisas boas”. Ainda assim, não consegue defender esta mulher. “Na primeira fase, tinha pouca vilania, mas depois começou a crescer exponencialmente… Não conheço ninguém assim!”, declara.
Agora que as gravações terminaram, fica o balanço: “Nunca consegui dizer que interpretei bem um papel, acho sempre que posso fazer melhor. Mas sinto que dei tudo e isso já é uma sensação de dever cumprido!” Para manter o equilíbrio, Joana contou sempre com a alegria da filha, Flor, de 5 anos. “Todo o tempo livre que tinha era para ela. Quando chego a casa, olho para a Flor, com aquela energia, e tudo desaparece”, declara, embevecida.
Rumo às “espanholadas”
Agora é tempo de abrandar e o destino será a América Latina. “Gosto muito das espanholadas! Depois, começo a ensaiar uma peça de teatro que estreará cá e no Brasil.” Apesar disso, os planos não são para passar uma temporada tão longa no país- -irmão como da última vez. “Vou um bocadinho ao sabor dos projetos ou do sol”, ri-se.
Até lá, vai matar saudades do mar: “Não tenho tido tempo para surfar, mas agora espero voltar à praia e dar aquele mergulhinho antes de trabalhar, que é o que mais gosto”.

Muita violência
Ao longo da trama, a personagem de Joana ganhou mais destaque, com cenas que exigiram muito
de si. “As gravações eram
de manhã à noite e todas com muita intensidade, daquelas de levar porrada, de discutir com alguém, de levar ou dar tiros… Tudo com muita violência!”, ri-se, divertida.

Últimos dias!
Grande parte do elenco gravou as últimas cenas no Algarve. Nas fotos, com “dois amigos”, José Mata e Albano Jerónimo, durante uma pequena pausa nos trabalhos.
A boa disposição foi uma constante.
entrevista

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