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Formou-se em jornalismo na Universidade Autónoma, em Lisboa, e com 18 anos estreou-se na RTP, onde ficou conhecido do grande público ao apresentar “Caderno Diário”, um programa de informação para os mais novos. Foi no ano 2000 que Pedro Mourinho, hoje com 45, trocou a estação pública pela SIC, a convite de Nuno Santos e Emídio Rangel, para integrar a equipa fundadora da SIC Notícias. A 8 de janeiro de 2001, foi ele o primeiro rosto a chegar ao ecrã dos portugueses no arranque do canal informativo de Carnaxide. Dezassete anos depois, confessa ser um jornalista realizado, que “veste a camisola” pela estação, e bastante atento às dificuldades e mudança constantes na sua profissão.

Já tem mais de 30 anos de carreira e em 2018 celebra 28 em televisão. Que balanço faz deste percurso?
Tenho pena de não ter vivido a fundação da SIC [a 6 de outubro de 1992]. Estava na RTP nessa altura. Estou na SIC há 17 anos, o que, mesmo assim, já é bastante tempo. Mas vivi o início da SIC Notícias [a 8 de janeiro de 2001] e imagino que tenha sido algo parecido. É o sentimento de estar a construir algo de novo, sentirmo-nos quase um progenitor de uma estação de televisão. Comecei a trabalhar numa altura em que a economia portuguesa estava num crescimento doido. Não só na SIC, como na RTP e por todo o País, respirava-se dinheiro. Era o oásis, que na altura Cavaco Silva, que era primeiro-ministro, falava.

Hoje em dia é muito diferente?
Começámos todos a viver alguns problemas, que nos obrigaram a trabalhar com outro tipo de recursos, a sermos mais imaginativos, a fazermos mais com menos meios. E isso coloca-nos desafios que nunca tínhamos vivido na nossa carreira. Quando entrei na televisão trabalhávamos com cassete, o que, hoje em dia, já é uma coisa do passado. Acabámos por viver toda esta revolução tecnológica e digital. Temos vivido uma altura de inovação. Penso que para todos os jornalistas isso é um desafio gigantesco.

Considera que o mundo online mudou a forma de fazer jornalismo?
A internet é muito imediata. E queremos ter sempre notícias de última hora, especialmente na SIC Notícias, que está no ar 24 horas. Isso coloca-nos muitos desafios profissionais. Provavelmente, um assunto que passávamos uma tarde a discutir na redação, hoje temos de debater em cinco ou dez minutos porque a notícia tem de ir para o ar.

Quando se estreou em “Caderno Diário” fazia ideia de que algum dia chegaria até aqui ou que seria o rosto de abertura de um canal?
Entrei para a televisão [RTP] com 18 anos. Sabia que era muito novo, mas queria que a minha carreira corresse bem. Mas não, não imaginava nada disto. Sobretudo vir a fazer parte desta família SIC e ter tido o privilégio de abrir a SIC Notícias, que continua a ser um canal fantástico.

Como imagina a SIC daqui a dez anos?
Espero que seja novamente líder de audiências. O problema é que nessa altura não será apenas a audiência da televisão. Será também no telemóvel, no computador… Hoje em dia, temos cada vez mais pessoas a assistir à emissão da SIC no online. Espero que a SIC continue na charneira, que continue a ser a estação pioneira desta revolução digital que está a acontecer.

Já deu inúmeras informações tristes. Qual era a notícia que mais gostava de dar aos portugueses numa abertura do “Primeiro Jornal”?
Todos os dias damos notícias más, seja porque acontece uma tragédia, um atentado ou uma notícia má na economia. O que mais gostava de noticiar aos portugueses era a descoberta para a cura de uma doença, seja para o cancro, para a sida, ou para outro tipo de doenças que são terríveis. Mas gostava também de um dia poder dizer aos portugueses que a nossa média salarial era a melhor da Europa.


Que conselho dá a quem sonha ser jornalista, tal como aconteceu com o Pedro?
O mesmo que daria há 20 ou 30 anos. Procurem fazer alguma coisa o mais cedo possível. Porque assim, quando acabarem o curso, já vão ter alguma experiência. E por muito pequena que essa “bagagem” seja, o que vão apurar é o gosto, o talento, a vocação, o próprio jornalismo. E, provavelmente, chegam a uma redação já com mais capacidade de trabalhar. Mesmo que não façam as coisas bem, vão aprender e entrar no caminho certo. Seja na faculdade, numa rádio ou jornal local, procurem sempre fazer qualquer coisa. É uma profissão que se aprende muito na prática. Quando comecei havia grandes jornalistas que tinham apenas o 12o ano. E o jornalismo ainda é uma profissão de tarimba. Adquire-se muito com a experiência. Pensem sempre nos grandes jornalistas portugueses e, no fundo, tentem repetir carreiras notáveis que já foram feitas neste país.

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