Foi no início de 2021 que João Francisco Lima, filho mais velho de Pedro Lima, deu uma entrevista a Júlia Pinheiro e revelou a vontade de ser uma voz pela conscientização da saúde mental. E neste domingo, dia 24 de janeiro, o jovem alertou para os riscos do confinamento. “Quero dar um pontapé convicto nesta segunda onda de reclusão que nos atinge. A ideia de um novo confinamento deixa-me ansioso, revoltado e desmotivado. Mas há algo em mim que pesa em todas as minhas decisões. Também eu conheço a perda sem o adeus. E por isso respeito, ou tento ao máximo respeitar, o dever de confinamento”.

João Francisco explica com base nos estudos de um amigo psiquiatra, Henrique Prata Ribeiro. “Concluiu que os participantes que responderam ao estudo após 8 dias de confinamento, apresentavam niveis mais altos nas escalas de DEPRESSÃO, ANSIEDADE, e INSÓNIA. Há alguns grupos que se destacam particularmente pelos resultados negativos: os jovens, as mulheres, os desempregados, os estudantes e as pessoas que já são acompanhadas por psiquiatras.
Concluiu também que, de todos os participantes que nunca tinham tido acompanhamento psiquiatrico, UM QUARTO apresentava resultados compatíveis com pelo menos DEPRESSÃO ligeira, METADE apresentava resultados compatíveis com pelo menos ANSIEDADE ligeira e UM TERÇO com pelo menos INSÓNIA ligeira.”

O jovem termina a publicação com uma mensagem: “O que tenho para dizer é simples. Tenham cuidado, estejam atentos, a vocês e aos que estão à vossa volta, e não tenham vergonha ou medo. Porque a COVID mata, mas a falta de saúde mental também.”

Recorde-se que Pedro Lima tirou a própria vida em junho de 2020, na sequência do primeiro confinamento geral que o país viveu.

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